Sexta-feira, Novembro 06, 2009

O que me digo

Às vezes pensamos que nossa alma é de ferro
e nos ferramos em ferrugem.
Às vezes pensamos que somos de pedra
e viramos pó.
às vezes pensamos tantas coisas sobre o que somos
e nos equivocamos em todas as coisas as quais supomos.
Eu acho que agora sou papel
e me escrevo com nanquim,
mas... e a gota d'água?
Temo que me apague e me dissolva.















Poema: Jacinto dos Santos
Foto: The Exit, by Mark Freedom

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

(Pássa)ro



Um pássaro bateu suas asas em minha janela
Ele voou, voou... e deixou cair uma das suas penas na minha mão.
Começo a achar que com essa pena eu voo,
Não sei se voo ao infinito, ou tão somente vou cruzar de uma calçada a outra da rua.
Vou voar seguro na sua pena, ou, quiçá, mergulhar sua ponta no tinteiro e escrever histórias.


Jacinto dos Santos

14/09/2009
Foto de Luna
Site Olhares.com

Domingo, Julho 19, 2009

No princípio, o barro

Contaram-me que no princípio eu fui barro...

Hoje fiz do barro pedaços de mim.

Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E do barro a alma...

Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E me multiplico em milhões...

Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E tudo foi ganhando forma...
Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E foi acontecendo... Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E ela foi nascida de mim...
Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E fui modelando vida...

Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

No princípio, o barro

E do barro fui nascido...

Escultura de Jacinto dos Santos

Foto de Jacinto dos Santos

Natureza Morta II

Eu estou naquilo que meus olhos veem...


Foto de Jacinto dos Santos

Natureza Morta I

Eu me sirvo dos detalhes...


Foto de Jacinto dos Santos

Olhar em extensão 6

Da minha Janela, meu olhar cria expectativas de envolvimento e de pertencimento espacial,




Foto de Jacinto dos Santos

Olhar em extensão 5

Da minha Janela, meu olhar fica emparedado entre as edificações concretas,




Foto de Jacinto dos Santos

Sábado, Julho 18, 2009

Olhar em extensão 4

Da minha Janela, meus olhos abraçam ares,




Foto de Jacinto dos Santos

Olhar em extensão 3

Da minha Janela, eu voo por sobre os telhados...




Foto de Jacinto dos Santos

Olhar em extensão 2

Da minha Janela, meus olhos deslizam frouxo,


Foto de Jacinto dos Santos

Olhar em extensão 1

Da minha Janela, cortejo o que vejo...




Foto de Jacinto dos Santos

Meu olhar da Janela

Meus olhos se lançam por sobre a paisagem,



Foto de Jacinto dos Santos

Sexta-feira, Julho 17, 2009

Da minha Janela

Tateio com meus olhos o detalhe do que tenho a minha vista,

Foto de Jacinto dos Santos

Olhando da Janela

Da minha janela, eu tenho o mundo!


Foto de Jacinto dos Santos

Quinta-feira, Abril 02, 2009

Sob suspensão







Meus olhos dessecam o ar no desejo do lugar...
Gloriosa visão de mim mesmo!











Foto de Jacinto dos Santos

Sentindo Olinda

















Voei no seu espaço e me inundei de você...


Foto de Jacinto dos Santos

Ó linda imagem!

















Silencio contemplativo...


Fotos de Jacinto dos Santos

Olindamente linda

















Meus pés pisaram Olinda
Meus olhos se entumeceram de Olinda
Meu corpo foi tomado por Olinda
Então pari olindamente linda Olinda...




Foto de Jacinto dos Santos

Sexta-feira, Março 28, 2008

TELA DE PINTAR



Começo a desconfiar

de que tem pegadas demais no meu caminho.

Parece que a dança de Matisse

tem rodado demais na minha estrada

e já estou ficando tonto de tanto rodar.

Rodo a roda,

rodo o mundo e minhas cores desbotam na aguarrás.

Não sei se estou pesando muito no chão,

mas começo a desconfiar

de que tem lama demais no pântano

e apelo para que o lírio sorria ileso e branco,

ao menos alguma coisa verdadeira começo ver

dando certo na água podre.

Loucura, Van Gogh que o diga com suas pinceladas

na minha cara suja do piche do asfalto quente

que não nasce um girassol.

Gira, gira mundo,

Estou ficando tonto de tanto girar.

Pode ser labirintite a confusão na minha cabeça,

mas acredito que os becos, as vielas, as ruas cruzadas

não estão dizendo nada, nem onde chegar.

E gota a gota a torneira aberta

me joga a vida a fora

e me lambuzo no carmim

do pincel nervoso do artista

e me faço tela de pintar.