
Para não transbordar em ruínas
Vou cravar no fundo da alma
O canto doce do sabiá
E me lançar no ar
Que sustenta meu mundo.
Travo portas,
Abro janelas.
Tenho medo do fosso de mim mesmo...
É tudo muito escuro.
Mas desço!
Acho que de lá conseguirei ver do alto
Os refluxos da maré alta
Que teima me sufocar,
Mas nado.
Eu sei que tenho a areia
Para me deitar.
Vou cravar no fundo da alma
O canto doce do sabiá
E me lançar no ar
Que sustenta meu mundo.
Travo portas,
Abro janelas.
Tenho medo do fosso de mim mesmo...
É tudo muito escuro.
Mas desço!
Acho que de lá conseguirei ver do alto
Os refluxos da maré alta
Que teima me sufocar,
Mas nado.
Eu sei que tenho a areia
Para me deitar.